sexta-feira, 11 de março de 2011

Cheguei

Eram só 9 horas e 25 minutos, mas como demorou. Primeiro tivemos que esperar cerca de 30 minutos porque começou a nevar e tiveram que jogar um produto para limpar o avião, depois quando finalmente o avião decolou começou a rotina de comer, dormir e ouvir musica. Primeiro jantamos (até que a comida não estava tão ruim), depois fiquei ouvindo musica e acabei pegando no sono (tomei remédio para dormir) e depois acordava olhava no relógio e só tinha passado 15 minutos desde a ultima vez que eu olhei, e assim foi à noite toda. Não encontrava posição para dormir, o corpo doía, a cabeça não encontrava uma posição confortável, comecei a sentir fome, mas ainda estava longe do horário do café da manha, até que finalmente entramos em território brasileiro e lá veio o problema, havia uma grande extensão de turbulência, então o piloto resolveu desviar das nuvens aumentando o tempo da viagem em meia hora.
Chegou uma certa hora que eu não suportava mais ficar dentro do avião, tudo já estava me irritando, então resolvi que dormir não seria a melhor solução, mesmo porque apenas tirei uns cochilos durante toda a viagem. Fiquei então durante um bom tempo ouvindo musica e olhando para o computador que tem a frete das poltronas que vai mostrando o quanto falta para chegar ao destino final, pode até parecer tortura, mas eu precisava ficar olhando e tentar empurrar o avião com os olhos, ele precisava chegar rápido em São Paulo.
Estava eu imaginando como seria ver minha família depois de três meses, fazendo planos de como será minha vida a partir de agora, revivendo coisas que havia deixado para trás e me perguntando se tudo estaria da forma como eu deixei, foi quando a tripulação começou a se movimentar, finalmente era a hora do café da manha, e o melhor faltavam apenas 2 horas para chegar em Guarulhos.
Passei tanto tempo comendo uma comida horrível que não estranhei em nada o café do avião, o omelete realmente não estava ótimo, mas eu consegui comer tranqüilamente. Entre o período que se serviu o café, que eu comi e que a aeromoça passou recolhendo as bandejas, lá se foi uma hora, agora faltava apenas uma hora, essa que passou muito rápido, fiquei ouvindo musica e continuando a olhar para o painel de simulação do vôo, eis que o comandante avisa: Senhores passageiros, por favor, coloquem os cintos, nossa aeronave já tem permissão para pousar no aeroporto de Guarulhos. Ufaaaaaaaaaa, apenas pensei: Cheguei!!! O avião começou a descer e eu tentando imaginar quem estaria no aeroporto a minha espera, minha mãe eu tinha certeza, mas será que tinha mais alguém?
Fui uma das primeiras a sair do avião e ir em direção as esteiras para pegar a mala, no caminho já fui me despedindo de varias das pessoas que fizeram parte da minha vida nesses três meses e que estavam no mesmo vôo. Minha mala não aparecia nunca, todo mundo já havia ido se encontrar com a família e eu lá, a espera da minha mala, ela foi a ultima a aparecer, que alivio, finalmente encontrei todas as minhas aquisições de três meses.kk.
Peguei minhas coisas e fui para o freeshop rumo as ultimas compras, não demorei muito, mas entre o horário que o avião pousou até o momento que estava na fila da alfândega já havia se passado uma hora. Passei pela policia federal sem problemas, e encontrei um pequeno corredor que me leva até onde minha mãe estaria, quando estava quase chegando vi meu primo e depois minha avó, minha mãe, minha tia, meu tio, meu avô e o Dudu. Enfim de volta a realidade.



I´ve arrived

It 9:25 AM, I´m late. The plane is delayed 30 minutes, because it began to snow. After, when the airplane took off, I ate, slept and listened to music. I ate my dinner (good food), listened to music again and slept ( I drank medic). I looked the time, but it didn´t pass. My body, head and stomach hurt all night, because of the turbulence the pilot made other way adding 30 minutes to the trip.

At one point I couldn´t stay in the airplane anymore, because I didn´t sleep. I watched the TV that was in front of my chair, it where the airplane was.

I thought: How will see my family after 3 months? How will my life be backing Brazil? How will be my family? Also, I asked myself things were 3 months ago, because the canadian  food was bad , I although at the breakfast of the airplane was good when I finished eating breakfast, I had 1 hour left in the airplane.

I listened to music and watched Tv, so the pilot talked: Ladies and gentteman put the belt on, we´re arrived in Guarulhos airport. The airplane began to go down. I thought: Who in the airport to meet me?

Got out the airplane and went to take my bags, in the way I went to say "good bye" for many people that lived with me in canada. My bag didn´t arrived I was alone, because my friends all found their families my bags was the last to arrive.

I took my things and went to the duty free, I was late about 30 minutes, so 1 hour had passed that my airplane had arrived in Brazil. I went to the alfandega after I bought the perfum for my mother, so I went to the hall of the airport. When I was near, I saw my cousin, after my grandmother, my mother, my aunt, my uncle, my grandmother and the mother´s boyfriend. So, welcome to reality.

segunda-feira, 7 de março de 2011

No aeroporto

Eu e Jéssica fizemos milagre para conseguir levar minhas malas para o aeroporto, eram duas malas, mas minha bolsa, mais minha mochila com o computador e mais uma mala de mão. Muita coisa? Rs... o problema é que pegamos um ônibus cheio, ou era nós ou eram as malas, mas minha dupla foi fiel, não me abandonou. Melhor do que isso foi que meu ônibus não parou no ponto que estávamos planejar para descer, ele parou na porta no skytrain que dá acesso ao aeroporto, daí foi só alegria, apenas atravessamos a rua seguimos meu caminho.
Depois de cerca de 20 minutos chegamos, foi ali que minha ficha caiu, eu realmente percebi que eu estava voltando para a casa, que não tinha mais volta, que Vancouver foi ótimo enquanto durou. A vontade de chora foi grande, mas eu consegui me controlar, a final eu ainda precisa achar meu portão de embarque e despachar as malas.
Achamos a fila da empresa área muito fácil, e foi lá também que encontrei a Roberta, ela é brasileira e amiga do Renato, conheci ela no almoço de ontem, nós combinamos de nos encontrarmos no aeroporto e deu certo. Despachei minhas malas, e tive muita sorte, uma mala tinha? E a outra?. Pronto venci o primeiro obstáculo, o próximo será no Brasil, a temida alfândega.
Ficamos uma hora esperando o horário para embarcarmos, conversamos, demos risada, comemos, tudo parecia estar perfeito, mas finalmente chegou o momento de dar tchau para Jéssica, eu tinha certeza que não seria fácil. Jéssica foi nessas ultimas semanas uma parte de mim, no inicio não éramos tão amigas, mas o grupo foi se desmanchando e o destino colocou nós frente a frente, foi quando percebemos que éramos igual, que pensávamos igual, que nossas atitudes aram as mesmas, foi quando percebemos que “nossa dupla” era algo maior         eu Vancouver. Me doeu muito der que deixar essa loirinha, eu não queria falar nada, pois sabia que eu ia chorar, mas ela começou a falar e não teve jeito, chorei, mas a pior parte foi olhar ela indo embora, sentido ao skytrain e saber que eu não iria mas encontrá-la mais tarde no Tim, ou combinar algo pelo facebook. Disse a ela quando me despedi que uma parte do meu coração ficava com ela no Canadá, e realmente, Jéssica conseguiu o que dificilmente alguém consegue de mim, eu adoro essa menina e sou grata por ter ganhado a amizade dela. Tenho certeza que essa amizade não acaba em Vancouver.
Hora de voar, eu e Roberta fomos para o avião, que por sinal estava lotado, muita gente conhecida, pessoas que de uma certa forma participaram da minha historia, muitas deles eu nem sei o nome, mas me marcaram de alguma maneira. Havia um grupo de crianças no avião e esse foi o único problema do vôo, acho que era uma excurssao, o problema é que criança querendo ser adulto é algo insuportável, mas nada que um fone de ouvido não resolva.
Finalmente chegamos em Toronto, tivemos 30 minutos para descer do avião, achar o portão de embarque e entrar começar a ultima trajetória para o Brasil. Agora falta pouco, 9 horas e 25 minutos me separa do meu país.

sábado, 5 de março de 2011

Nonagésimo segundo dia – 5 de março – Sábado

Acordei as 6 da manha, abri o olho e vi o teto todo branco que parecia ter letras fixadas dizendo: Acabou!!! Pelo menos foi isso que pensei assim que abri o olho. Eu nunca imaginei esse dia, planejei tudo, mas os últimos minutos em Vancouver eu nunca pensei, não pensei se estaria frio ou, sol ou neve, não planejei minha ida ao aeroporto... enfim, esse dia desde o inicio nunca foi esperado por mim.
Vejo pelos meus amigos, todos eles amaram Vancouver, mas todos sentiram em algum momento a necessidade de voltar, mas eu não, talvez seja porque me encontrei aqui. Ontem à noite Renato fez um balanço sobre minha pessoa, é incrível como ele consegue descrever as pessoas, ele foi muito correto em todas as palavras, me mostrou muitas coisas, até o meu olhar 45 graus. Kkkk. Eu mudei, consegui nesses três meses descobri muito sobre mim, coisas que eu buscava saber a muito tempo e não encontrava.
Tomei meu ultimo banho no Canadá e é incrível como tudo mexe comigo nesse momento, uma das maiores dificuldades é aceitar a dor da perda e aqui convivi com isso desde a primeira semana, pois eu sempre conhecia alguém e depois de algumas semanas essa pessoa estava partindo, despedida, essa foi a palavra mais dita nesses últimos três meses e como em um passo de mágica fui aprendendo a lidar com isso, posso ter sido em alguns minutos até fria, como fui na manha de hoje, mas o que vivi em Vancouver é muito mais que fotos e vídeos.
Meu café foi especial, tinha salada de fruta e ovo para comer com pão, a saudade do Brasil apertou! Depois chegou a hora de fechar a mala, mas quem disse que ela fechava? E quando fechou eu deixei todos os meu líquidos para fora, ou seja, tive que abrir tudo de novo e tentar colocá-los, digo tentar porque fiz e desfiz a mala três vezes até que percebi que não adiantava mais insistir, eu teria que deixar algumas roupas para trás. Escolhi deixar coisas baratas como meia e blusas que já estavam velhas, mas levei todas as minhas aquisições canadenses, até o meu adaptador de tomada, rs...
Quinze para as 10 da manha, eu estava pronta, meu vôo seria a uma da tarde, então era hora de partir. Fui ate o ponto de ônibus me encontrar com a Jéssica, minha dupla linda veio ate a minha casa me ajudar com a mala, ela foi também minha fotografa, pois aproveitei para tirar minhas ultimas fotos com Faith e Stefis.
10 horas da manha em Vancouver, o dia está lindo e eu indo para o aeroporto, não consigo descrever o que estou sentindo, só sei que não quero, não quero deixar Jéssica aqui sozinha, mas ao mesmo tempo sei que preciso voltar, tenho meus amigos, minha família e meu trabalho. Nunca senti o que estou sentindo nesse momento. Brasil aí vou eu!!!

Nonagésimo primeiro dia – 4 de março – Sexta feira

Acordei e pensei: Meu ultimo dia em Vancouver. É horrível você está em um lugar e não poder fazer planos, é horrível se sentir triste e saber que tudo o que você sonhou ao longo dos últimos meses da sua vida vai acabar. Como diz um texto de Fernando Pessoa “ Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.” E é assim que tenho que ver minha vida a partir de agora, encerrei mais um ciclo, e um ciclo muito bom, com coisas que só somaram na minha vida, encerrei mais uma etapa, mas estou pronta para viver novas experiências, e mesmo sabendo de tudo isso, estou triste, o vida viu?!
Fui para a escola e aproveitei para estudar no primeiro período de aula, enquanto Lily fazia revisão. Eu tentava, mas nada entrava na minha cabeça, que por sinal já está no Brasil, pois como não posso mais fazer planos em Vancouver, tenho que pensar como será à volta para a casa.
No segundo período foi a prova, e foi fácil, eu não estudei, a matéria estava difícil, mas eu me saí muito bem. Enquanto esperava minha professora corrigir os testes, aproveitei para tirar foto com os meus amigos de classe e eles também assinaram minha bandeira, eu comprei uma bandeira do Canadá e meus amigos estão assinando e escrevendo coisas para mim, foi à forma que encontrei de eternizar Vancouver. Logo depois Lily me chamou em uma sala ao lado, eu fiquei com medo, pensei varias coisas até entrar na sala, mas a noticia era boa, ela me disse que eu fui muito bem esse mês, que evolui muito e que fiz bons testes, então mesmo faltando uma semana para encerrar o ciclo, ela iria me dar o certificado de conclusão. Confesso que não esperava, estava até triste porque não iria conseguir terminar esse nível.
Terminou a aula e o nó começou na garganta, eu olhava para tudo ao meu redor e pensava que seria a ultima vez que eu estaria vendo tudo aquilo, que eu não teria mais ter a rotina de ir para a escola, de ver as pessoas que passaram a ser minha família, como é difícil aceitar mudanças.
Resolvemos almoçar em Gastown no restaurante de massa. Eu, Renato e Gabi chamamos todos que conhecíamos, e fomos para nossa despedida. Logo que cheguei tive uma boa noticia, na entrada do restaurante existe uma balança, pois é uma balança, eu então resolvi pesar e descobri que perdi três quilos nessa brincadeira de pegar virose, pelo menos passar alguns dias vivendo no banheiro serviram de alguma coisa. kkkkkk.
Ficamos no local até quase 4 da tarde, me despedi da Cíntia e do Fabio, nunca falei deles aqui, pois eram pessoas que não tive muito contato, mas os poucos momentos que passamos juntos foram incríveis. Eles são casados a um ano e vieram para Vancouver aprender inglês juntos, estão em lua de mel.
Fui fazer minhas ultimas compras, na verdade, comprei coisas de comer, pois a comida do avião é horrível, não dá, então fui na dollorama e comprei bolacha e chocolate, eu também fui na Hollister fazer minhas ultimas aquisições e depois fui para a casa.
Quando cheguei, encontrei Faith na porta, ela estava saindo com Stefis, eu havia comprado um buquê de tulipa para dar para ela, então já entreguei e agradeci por tudo, essa foi à forma que encontrei para sair por cima de tudo o que ela fez para mim. A mulher ficou tão feliz, disse que eu sou um doce de menina, rs...
Arrumei-me e voltei para downtown, minha ultima noite com meus amigos. Eu, Jéssica e Natalia fomos comer no subway e depois fomos nos encontrar com o Renato e com a Gabi em um pub. O local não estava legal, nós tivemos que pagar 12 dólares para entrar, Natalia acabou desistindo e foi embora, eu e minha dupla entramos pois tínhamos que nos despedirmos do Renato.
Estava tocando rock, era banda, e só tinha canadense, eu entrei no lugar já dizendo: Eu vou embora!!! Mas quem é que resiste ao charme do Renato?! Rs... acabou que eu, ele, Gabi e Jéssica sentamos em uma mesa e ficamos fazendo um balanço de tudo o que vivemos, choramos, demos risada, falamos besteira, contamos sobre nossos planos e fizemos promessas. A noite terminou com gosto de despedida, agora sim o quarteto acabou!

Nonagésimo dia – 3 de março – Quinta feira

Está chegando ao fim, é apenas isso que eu penso. Acordei no horário normal para ir para a escola, mas acabei não indo, pois precisava conseguir fechar minha mala, as coisas não cabem, já fiz e desfiz minha bagagem umas 5 vezes, mas não adiantou, então resolvi perder o primeiro tempo de aula e resolver esse problema, mas acabei não conseguindo e resolvi ir para a LSC.
Quando cheguei lá estava um silencio imenso, pois não havia quase ninguém, a festa de ontem foi tão boa que quase ninguém apareceu na escola e quem apareceu estava chegando para o segundo período.
Hoje foi dia de finalizar a matéria, a final amanha é da de prova, no meu caso minha ultima prova. A matéria essa semana está complicada, na verdade acho desde que cheguei essa semana foi a mais complicada, pois teve muita gramática e pouco vocabulário.
Hoje fui para o meu ultimo almoço no Pacific Center, confesso que quando algo é rotina enche o saco, mas quando pensei que amanha não vou mais estar ali a uma e 10 e ir comer salada, me dá um frio na barriga e uma vontade de chorar imensa, na verdade à vontade de chorar vai e vem, é o medo do novo de novo.
Depois do almoço resolvi dar uma volta no shopping e comprar algo para dar para Stefis, a final ela me ajudou muito desde o inicio da viagem, sempre teve muita paciência comigo, foi o meu porto seguro quando pisei em Vancouver, assim acho que ela merece ganhar. Acabei comprando um colar, pois ela é toda vaidosa e gosta de biju, então uni o útil ao agradável, mesmo porque o colar não foi tão caro. Saí do shopping e fui para a casa, precisava estudar, pois a noite teria Au Bar, minha despedida da festa brasileira e ainda por cima em clima de carnaval, pois o som da noite de hoje será axé, samba e forró, tem coisa melhor para começar a entrar no clima da folia?
Quando cheguei em casa, estudar foi a ultima coisa que consegui fazer, eu juro que tentei, mas não dava, não me concentrada, eu olhava para minhas coisas e via tudo fora da mala então vinha a sensação que eu não conseguiria levar tudo para o Brasil e eu me desesperava, então deixei o livro de lado, abri mão da ir para a balada, mesmo porque começou a chover e trovejar e a nevar, rs, eu então fui arrumar minhas coisas.
Fiquei colocando as coisas na bolsa e conversando com a Moara no MSN, eu guardava uma roupa e chora, guardava uma roupa e chora e assim eu fui até a uma da manha, relembrando com minha nova amiga tudo o que vive aqui, fazendo planos para nossas próximas viagens e chorando juntas.
Final da noite, uma hora da manha, eu não fui para a festa, não estudei e não consegui fechar a mala, na verdade fechei uma, mas falta à outra e ainda tem muitas coisas para fora, mas quem sabe minha mãe muda de ideia e me liga manha falando: Filha, eu pensei bem e resolvi que você pode ficar aí mais um tempo. Então eu terei que desfazer a mala, certo?!!! A esperança é a ultima que morre e como eu sou brasileira não desisto nunca, vou esperar por isso.rs.

Octogésimo nono dia – 2 de março – Quarta feira

Está chegando à hora!!!
Acordei muito feliz hoje, primeiro porque o texto da Moara foi um sucesso, meu blog nunca teve tantos acessos em um único dia, e os acessos vieram de outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Eslovênia, Malásia e Belarus (onde fica isso?). Queria agradecer a todos que continuam lendo meus textos, não sei como meu blog chegou nesses países, tenho certeza que ninguém entendeu nada, mas já está valendo, a final quando tive a ideia de fazer um blog era para escrever meu dia a dia para ficar registrado para sempre as pessoas que iria conhecer e a minha experiência profissional, mas isso seria apenas para eu ler, mas foi ganhando uma proporção que chegou em um momento que não há quem não conheça o blog da Carol na LSC. Espero que vocês tenham gostado do texto da Moara, ela conseguiu colocar tudo que todo mundo sente, muitos não entendem, acham que existe algo a mais do que as amizades e os lugares bonitos, mas só quem já veio para Vancouver sabe o que é deixar essa cidade.
Acordei e como a minha rotina diária em Vancouver, fui para a escola, nesses últimos dias ando pensando muito em tudo o que vivi e nas pessoas que conheci, assim o caminho para a escola é sempre complicado, 50 minutos que tenho apenas a companhia dos meus pensamentos, no inicio da viagem esse momento era a hora do dia que eu escolhia para pensar qual seria a programação da minha vida após a aula, mas nessa semana penso apenas em voltar para a casa e nas pessoas e lugares que conheci por aqui.
Na escola nenhuma novidade, apenas o clima de despedida que já domina a LSC, mesmo porque quem tem que ir embora vai nesse final de semana, quem não for é porque vai ficar mais tempo no Canadá, então um novo grupo de estudantes começa a se definir.
Como acordei bem melhor hoje, até Faith me disse que eu estava com uma cara melhor, resolvi comer comida, não abusei, comi arroz, batata e salada, mas eu precisava disso, meu estomago não agüentava mais viver de gatorade e soro caseiro.
Depois do almoço segui para o Metrotown, eu e Gabi, nós precisávamos fazer nossas ultimas aquisições, vai chegando nos últimos dias aparece mil encomendas, todo mundo resolve te mandar email e pedir para você comprar alguma coisa, mas o meu problema é a mala, comprei de mais, nem mesmo minhas roupas cabem nas malas, quem dirá encomenda dos amigos. Sei que exagerei, só bolsa comprei 7 (rs), mas coisas necessárias, pareço eu consumista louca e compulsiva gastando no cartão de credito, mas só quem já viajou para fora do país sabe como as coisas são baratas, é impossível não comprar. Eu e Gabi fizemos um balanço das compras e da viagem e depois seguimos para nossa casa, a final hoje é dia de Caprice.
Quando cheguei em casa aproveitei para dar uma ajeitada na mala e nas gavetas da minha escrivaninha, mas foi em vão, pois o tempo voou e tive que me arrumar para ir me encontrar com as meninas. A expectativa para a noite era grande, mesmo porque eu, Gabi e Renato deixamos Vancouver no próximo final de semana, Jéssica fica até abril e Natalia vai embora na próxima semana, em breve o Canadá não vai mais contar com a alegria e a animação do meu grupo, como diz Faith: Ela já recebeu vários brasileiros animados, mas nenhum como eu. kkkkkk.
Já na Caprice não ha palavras para descrever o quanto à balada foi inesquecível, a musica estava ótima, muita gente bonita, sem contar a animação que era geral, com certeza fechei a noite em Vancouver com chave de ouro, ultima Caprice para jamais esquecer.
Na volta para a casa mais uma vez aquele filminho de tudo que vivi, programei tanto essa viagem para chegar ao fim tão rápido, mas o problema é que esqueci de planejar a volta, isso não estava nos meus planos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vancouver

Vancouver, ou Raincouver para os que vieram. Ainda me lembro como foi o primeiro dia que cheguei nessa cidade, estava um tempo aberto sem nuvens, e acreditem, tinha sol e mesmo assim estava a 0 graus. Eu estava igual a um robô andando, estava morrendo de frio, e na ida para minha casa conheci uma das pessoas mais importantes de toda essa viagem, foi a Carol. No inicio achei que ela era mais uma patricinha mimada que veio passar as ferias na neve, mas logo descobri que ela estudava na mesma escola que eu, começamos a conversar e percebi o quanto ela era valiosa, foi como uma irmã para mim aqui em Vancouver, um cuidando do outro e sempre saiamos juntos para ir explorar a cidade, até nos dias de chuva. No inicio estava desanimado e com vontade de voltar para o Brasil, contando os dias que demoravam a passar, mas nesse tempo fui conhecendo varias pessoas, fiz varias amizades e juntos fizemos varias loucuras e zoeiras juntos, nos divertíamos muito e aproveitamos de Vancouver o maximo que ela podia disponibilizar, visitei vários lugares surreais, como meu amigo Renato diz, estúpidos de tão bonitos, e percebi que neve é legal nos primeiros 5 minutos, porquê acordar as 7 da manha para ir estudar e ter que ir ao ponto de ônibus cheio de neve no chão no frio terrível, é bem “radical”. Vancouver para mim foi como uma das melhores experiências que uma pessoa pode ter, viver por sua conta num pais estrangeiro, na cara e na coragem, confesso que não estava preparado para enfrentar o que enfrentei aqui, mas posso dizer que sou outra pessoa, acredito que todos que veem para Vancouver, tem em mente, vou estudar inglês e tira umas fotos e pronto, mas de tudo que vivenciei aqui comecei a da valor, posso afirmar que sou outra pessoa depois dessa viagem, e ainda recomendaria toda pessoa pelo menos uma vez na vida vir para Vancouver, posso afirmar que, você vai amadurecer e mudar, para muito melhor. De todos lugares que visitei, nada se compara às amizades que fiz e pessoas que conheci, acho que sem eles, Vancouver não seria a mesma coisa, foram amigos que nunca irei me esquecer e continuaremos essa amizade no Brasil, escrevi esse texto no aeroporto faltando 10 minutos para voltar para o Brasil e posso dizer que aproveitei ao maximo e valeu muito a pena ter tido essa experiência, posso deixar Vancouver mas Vancouver nunca mais vai me deixar. Abraço a todos.


Por Marcel Dornelas